quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Lembro bem...
Lembro do rio...
com volume d'agua de um lado...
com filete d'agua do outro...
com a transparência cristalina d'agua...
com folha, pedra, sedimento no fundo...
Lembro da ponte...
do concreto da ponte...
do piso de pedra da ponte...
das plantas que encobriam a ponte...
da data da ponte...1926!
Lembro da estrada...
que estava alfaltada...
que não era bem demarcada...
que era pouco movimentada...
com flores bem na beirada...
Lembro que cortava a serra...
serra entrecotada....
com formas variadas...
com beleza suave que encantava...
com a paz e o silêncio contemplava...
Lembro do frio...
não muito frio...
da chuva fina que caía...
da neblina que tudo encobria...
e da sombrinha quebrada que nada cobria...
Lembro de você...
do frio que sentia...
do vento que em seu cabelo mexia...
do sorriso cheio de alegria...
que de alegria tudo preenchia...
do alecrim selvagem que colhia...
da pose de improviso na fotografia...
Lembro da lembrança...agradável lembrança...saborosa lembrança....iluminada lembrança
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Entra e sai...
Entra ano e sai ano, e lembro dos antigos susseranos...
Entra ano e sai ano, e penso no extinto império prussiano...
Entra ano e sai ano, e pareço mais um monge tibetano...
Entra ano e sai ano, e ainda não conheci o Altiplano...
Entra ano e sai ano, e não voei de aeroplano...
Entra ano e sai ano, e também nunca voei de hidroplano...
Entra ano e sai ano, e não conheci a filha do Mariano...
Entra ano? Sai ano? Mesmo que pegasse a filha do Mariano, libertasse os susseranos, voando de hidroplano, com o apoio dos monges tibetanos, aterrizasse no Altiplano, voando de aeroplano, seria tarde para salvar o império prussiano!
Entra ano e sai ano, entra ano e sai ano, entra ano e sai ano, e continuo lembrando dos susseranos, que afinal, nunca fizeram parte do império prussiano...
Entra ano e sai ano, e penso no extinto império prussiano...
Entra ano e sai ano, e pareço mais um monge tibetano...
Entra ano e sai ano, e ainda não conheci o Altiplano...
Entra ano e sai ano, e não voei de aeroplano...
Entra ano e sai ano, e também nunca voei de hidroplano...
Entra ano e sai ano, e não conheci a filha do Mariano...
Entra ano? Sai ano? Mesmo que pegasse a filha do Mariano, libertasse os susseranos, voando de hidroplano, com o apoio dos monges tibetanos, aterrizasse no Altiplano, voando de aeroplano, seria tarde para salvar o império prussiano!
Entra ano e sai ano, entra ano e sai ano, entra ano e sai ano, e continuo lembrando dos susseranos, que afinal, nunca fizeram parte do império prussiano...
terça-feira, 5 de julho de 2011
Poesia e afins...
Poesia para salvar o dia.....
Subi no pé-de-couve para ver o meu amor passar.....
ela não passou.....
desci e comi a couve!
Subi no pé-de-couve para ver o meu amor passar.....
ela não passou.....
desci e comi a couve!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Marcas da repressão
Seus ¨$&¨#%$¨#&%#%$#¨#&¨#%$@*.....
No dia 1º de abril, comecei a ler diversas publicações e as respectivas "réplicas" contrárias.
O que mais impressiona, é a cara-de-pau da "meganhada e Cia"!
Como é que pode ser possível, esse bando de filhos-da-puta (desculpem, mas não há outra maneira de expressar!) ainda achar que pode desviar da realidade! Adulterar a realidade e fabricar nova realidade!
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Depois de toda a irritação, comecei a acalmar.......pensar de maneira mais racional sobre o tema......
E comecei a reparar uma coisa bem interessante......uma coisa que não está explícita......pairando assim, como uma névoa fraca.........
Comecei a ver medo.......
Comecei a ver desespero......
Comecei a ver o predador espreitando.....
Um predador que já assolou toda a América Latina......
Um predador que não tem piedade......
Um predador que inevitávelmente, chega para reclamar a sua presa!!!!
O nome deste predador é JUSTIÇA!!!!
JUSTIÇA PARA OS DITADORES E SEUS COLABORADORES!!!!!!
A "meganhada e Cia" pode esperniar, gritar e grunhir.....
Mas cada vez mais, é INEVITÁVEL a justiça que chega!!!!
Mesmo com um "supremo" que acha que lei pode anistiar o exterminador......
Mesmo com um "supremo" que acha que o exterminado vai ficar calado........
E aqueles que acham que o tempo é como a neblina: Tudo encobre.......
A neblina acaba, e com ela, aparece a luz e o calor do sol.....
O desespero bate à porta, porque a "meganhada e cia", sabem que perdem, mesmo esperando que não.....
E a JUSTIÇA vem para os que ainda estão escondidos por aí........e mesmo para os que já se foram, achando que vão conseguir descansar em paz..........
Ledo engano.........
terça-feira, 15 de março de 2011
Grudeieemendeiaumei
PasseandopelacidadedeparocomestranhaconstruçãoArquiteturamodernadiferente
doladodeumcasarãoVejoqueocasarãofoirestauradoVejoquerestauradofoiincorporado
VejootetodebritamarromVejoacaldeirasolarcomopainelsolarformandooaquecedor
solarVejobrinquedosestranhosestranhasformasVejopelo9ºandarVejopelaruapelo
vidroqueémuroVejoalgumascriançasbrincandoNaesquinadeEspíritoSantocom
TimbirasEscadasuspensafeitaemestruturademetalComConegigantedemetalSerá
aescolapluralColégionavalGrupoformalAssociaçãonormalMercadodecapital
EmpresatradicionalBancadejornalouExportadorameridionalAmeiaUMEIsendo
quedesconsidereioimpactoquedeiníciocapteipoispeloquevidaalegriadascrianças
gosteieagoravouparaparadescansarerespirar. Ufa!
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Acima de 140!!! - Lembranças...2
O Impala que era BelAir, o Varrido e a Rural!
Lembro da introdução do filme "Mad Max 2" em que o capitão Gyro narra suas lembranças, no mesmo momento que sua vida está acabando.
Algumas lembranças são estranhas, porque ficam distantes de tal maneira, parecendo que aconteceram séculos atrás.
Sobre esta, já foram aproximadamente 37 anos....
Parecia que ele tinha o pé mais pesado na época do que tenho hoje, e sem dúvida, arriscava bastante.
O Marquinho, mais conhecido como Varrido para eu e meu primo, o Zão, descia a rua da Vovó Jaci com sua BelAir branca, que eu pensava ser um Impala, de "pé embaixo". Lembro que tinha as rodas sem calotas, pintadas de branco, assim como o carro...
Era o terror da vizinhança, e a nossa alegria.....
Lembro bem de algumas passagens, em que eu e o Zão ficavamos sentados no muro de casa, à partir de certo horário, esperando ele passar!
E ele passava e freava bruscamente! Bem na nossa frente!! Era legal demais!!!Ele devia ficar "encucado" com aqueles dois meninos gritando: "ÔÔÔ Varrido"......
Não tenho a noção do tempo correta, mas um tempo após "varrer" a rua com a sua BelAir, ele passou a usar uma Rural....
Uma Rural Bicolor, Verde e Branca, também sem calotas, mas com as rodas na cor natural (hoje sei que a cor natural tem nome: Opalescente).
Neste tempo, eu e o Zão, também "varriamos" a rua.....
Hora com tábuas ensaboadas.....
Hora eu com meu Kart Bandeirante, sem freio e com o volante solto, e o Zão com seu Jipe Bombeiro, sem freio e sem volante.......
Hora finalmente, o Zão com seu "carrinho de rolimã" e eu com meu "carrinho de roda-de-pau".
Neste ano e mês, encontro novamente com o "Varrido", e o Zão apresenta quem ele foi....
Conversamos, e ele diz que foi um Pai que o chamou à "razão", falando que tinha medo que seu filho fosse atropelado, pelo que ele fazia com o carro, e da maneira que fazia. E este, era um enorme risco que existia.....
Hoje o Marquinho, o vulgo "Varrido" de tempos atrás, é Pai, e não varre mais.......
Hoje é somente o Marquinho......
Um cara Gente Fina, muito bom camarada......
Desta longínqua época, assim como o Capitão Gyro, lembro como algo bem distante......
Mas algo bem divertido, uma gostosa brincadeira de criança.....
Que minha Vó e outros chamavam de "Louco Varrido".....
Hoje, somente eu continuo a "varrer". Mas sempre com muito prazer e segurança (mesmo!)!
E com toda dose de saudosismo a que tenho direito, digo: Bons tempos aqueles! Tempos de divertidas brincadeiras! Tempos que não voltam mais.......
domingo, 20 de junho de 2010
Carro Mamute
Trouxa!!!
Para variar, era uma sexta-feira; à noite; em 1900eguaranácomrolha; mas pelo menos não chovia, apesar de muito nublado.
Eu e Paul Fait voltávamos do cinema.
Sempre foi e continua sendo a minha diversão preferida.
Fomos assistir a um filme de arte no cine Royal. Eu e ele sempre apreciamos as películas com profundidade de conteúdo e idéias transcendentais.
O filme era "As taras de todos nós", com Matilde Mastrangi e grande elenco (o filme tinha 5 atrizes e 4 atores, 9 no total.....). Além deste "Cult", assistimos no saudoso cinema, solo sagrado de mega-produções, diversos grandes sucessos, dentre eles: "Como faturar a mulher do próximo" e o "Castelo das taras".
Como já passava das 10 da noite, seguimos para o ponto da rua Tamóios, o mais próximo, aguardando o famigerado nº 15.
Aquele era um lugar especial. Sempre acontecia alguma coisa lá... Um misto de magia e maldição.
Ficamos "mofando" por uns 50-90 minutos. Mas como era o "normal", ficamos batendo papo enquanto esperávamos......
De repente, virando vindo da Av. Amazonas "aponta" o busú!!!
As pessoas ficam alertas, preparadas para a batalha!!! Loucos para entrar primeiro, passar e assentar!!!
Não há muita gente. Somente a média normal, uns 12-18 gatos pingados (parece muita gente, mas é que o "busú" demora demais!).....
Fugindo do tumulto, sempre entramos por último, deixando os "apressadinhos" entrarem logo, pois sempre gostamos de assentar no banco de trás (nesta longínqua época, o acesso era pela porta de trás). Mesmo porque, na frente normalmente ficava cheio, e teriamos que ficar em pé.
Como disse antes, sempre acontecia algo, e no banco de trás que sempre tinha lugar para assentar, poderíamos observar melhor, e sempre tem um retardatário que não quer perder o transporte...
Após assentarmos, ficávamos observando se aconteceria alguma coisa.
Neste dia foi incrível!!!
Mal o último passageiro entrou, o motorista arrancou com o carro mamute!
Voilá!
No horizonte sombrio da rua Rio de Janeiro, vemos uma senhora, de aproximadamente 1,50m de altura e uns 90 "quilinhos" de pura travessura que vem correndo como uma bala!!! E uma bala carregada, levando uma trouxa de roupas enorme, praticamente do tamanho dela!!!
Ela acena para o motorista!
O motorista vê!
Ele reduz a velocidade.........mas não para!
E a "balinha" tenta subir no embalo da velocidade em que veio, os degraus do busú!!!
Sobe o primeiro!
Sobe o segundo!
E.................tropeça no terceiro.
A cena é dantesca!!!
A "balinha" Sai voando agarrada na sua preciosa trouxa....
E como sempre (sempre tem alguma vítima próxima....), tem um "cara" assentado no banco de frente para a porta.....
Já havia visto muita coisa. Mas uma pessoa ser "entrouxada" foi a primeira vez!!!
A "balinha" entrou com trouxa e tudo em cima da vítima, que não teve tempo sequer de dizer um.............uh!.
O motorista acelera o carro mamute com tudo, e tanto a vítima quanto a "balinha" recompõe-se do "acidente".
Ela desculpa-se. A vítima, aceita o pedido com cara quem não sabe direito o que houve.....
Eu e Paul, sempre assentamos nos extremos do banco traseiro, para poder observar melhor......
Discretamente olho para ele................e vejo lágrimas nos seus olhos...................................seria tristeza?
Não mesmo!
Segurava a boca com a mão, e chorava de rir!!!!
Sempre fui mais controlado nesta hora, mas também fiquei segurando a boca para não gargalhar! A cena foi surreal!!! Muito louca mesmo!!!
E o melhor é que entre mortos e feridos, todos foram salvos!
Sem dúvida, alguma coisa sempre acontecia naquele local especial......
O "entrouxado" que o diga......
Para variar, era uma sexta-feira; à noite; em 1900eguaranácomrolha; mas pelo menos não chovia, apesar de muito nublado.
Eu e Paul Fait voltávamos do cinema.
Sempre foi e continua sendo a minha diversão preferida.
Fomos assistir a um filme de arte no cine Royal. Eu e ele sempre apreciamos as películas com profundidade de conteúdo e idéias transcendentais.
O filme era "As taras de todos nós", com Matilde Mastrangi e grande elenco (o filme tinha 5 atrizes e 4 atores, 9 no total.....). Além deste "Cult", assistimos no saudoso cinema, solo sagrado de mega-produções, diversos grandes sucessos, dentre eles: "Como faturar a mulher do próximo" e o "Castelo das taras".
Como já passava das 10 da noite, seguimos para o ponto da rua Tamóios, o mais próximo, aguardando o famigerado nº 15.
Aquele era um lugar especial. Sempre acontecia alguma coisa lá... Um misto de magia e maldição.
Ficamos "mofando" por uns 50-90 minutos. Mas como era o "normal", ficamos batendo papo enquanto esperávamos......
De repente, virando vindo da Av. Amazonas "aponta" o busú!!!
As pessoas ficam alertas, preparadas para a batalha!!! Loucos para entrar primeiro, passar e assentar!!!
Não há muita gente. Somente a média normal, uns 12-18 gatos pingados (parece muita gente, mas é que o "busú" demora demais!).....
Fugindo do tumulto, sempre entramos por último, deixando os "apressadinhos" entrarem logo, pois sempre gostamos de assentar no banco de trás (nesta longínqua época, o acesso era pela porta de trás). Mesmo porque, na frente normalmente ficava cheio, e teriamos que ficar em pé.
Como disse antes, sempre acontecia algo, e no banco de trás que sempre tinha lugar para assentar, poderíamos observar melhor, e sempre tem um retardatário que não quer perder o transporte...
Após assentarmos, ficávamos observando se aconteceria alguma coisa.
Neste dia foi incrível!!!
Mal o último passageiro entrou, o motorista arrancou com o carro mamute!
Voilá!
No horizonte sombrio da rua Rio de Janeiro, vemos uma senhora, de aproximadamente 1,50m de altura e uns 90 "quilinhos" de pura travessura que vem correndo como uma bala!!! E uma bala carregada, levando uma trouxa de roupas enorme, praticamente do tamanho dela!!!
Ela acena para o motorista!
O motorista vê!
Ele reduz a velocidade.........mas não para!
E a "balinha" tenta subir no embalo da velocidade em que veio, os degraus do busú!!!
Sobe o primeiro!
Sobe o segundo!
E.................tropeça no terceiro.
A cena é dantesca!!!
A "balinha" Sai voando agarrada na sua preciosa trouxa....
E como sempre (sempre tem alguma vítima próxima....), tem um "cara" assentado no banco de frente para a porta.....
Já havia visto muita coisa. Mas uma pessoa ser "entrouxada" foi a primeira vez!!!
A "balinha" entrou com trouxa e tudo em cima da vítima, que não teve tempo sequer de dizer um.............uh!.
O motorista acelera o carro mamute com tudo, e tanto a vítima quanto a "balinha" recompõe-se do "acidente".
Ela desculpa-se. A vítima, aceita o pedido com cara quem não sabe direito o que houve.....
Eu e Paul, sempre assentamos nos extremos do banco traseiro, para poder observar melhor......
Discretamente olho para ele................e vejo lágrimas nos seus olhos...................................seria tristeza?
Não mesmo!
Segurava a boca com a mão, e chorava de rir!!!!
Sempre fui mais controlado nesta hora, mas também fiquei segurando a boca para não gargalhar! A cena foi surreal!!! Muito louca mesmo!!!
E o melhor é que entre mortos e feridos, todos foram salvos!
Sem dúvida, alguma coisa sempre acontecia naquele local especial......
O "entrouxado" que o diga......
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