terça-feira, 15 de março de 2011

Grudeieemendeiaumei

PasseandopelacidadedeparocomestranhaconstruçãoArquiteturamodernadiferente
doladodeumcasarãoVejoqueocasarãofoirestauradoVejoquerestauradofoiincorporado
VejootetodebritamarromVejoacaldeirasolarcomopainelsolarformandooaquecedor
solarVejobrinquedosestranhosestranhasformasVejopelo9ºandarVejopelaruapelo
vidroqueémuroVejoalgumascriançasbrincandoNaesquinadeEspíritoSantocom
TimbirasEscadasuspensafeitaemestruturademetalComConegigantedemetalSerá
aescolapluralColégionavalGrupoformalAssociaçãonormalMercadodecapital
EmpresatradicionalBancadejornalouExportadorameridionalAmeiaUMEIsendo
quedesconsidereioimpactoquedeiníciocapteipoispeloquevidaalegriadascrianças
gosteieagoravouparaparadescansarerespirar. Ufa!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acima de 140!!! - Lembranças...2

O Impala que era BelAir, o Varrido e a Rural!




Lembro da introdução do filme "Mad Max 2" em que o capitão Gyro narra suas lembranças, no mesmo momento que sua vida está acabando.

Algumas lembranças são estranhas, porque ficam distantes de tal maneira, parecendo que aconteceram séculos atrás.


Sobre esta, já foram aproximadamente 37 anos....


Parecia que ele tinha o pé mais pesado na época do que tenho hoje, e sem dúvida, arriscava bastante.

O Marquinho, mais conhecido como Varrido para eu e meu primo, o Zão, descia a rua da Vovó Jaci com sua BelAir branca, que eu pensava ser um Impala, de "pé embaixo". Lembro que tinha as rodas sem calotas, pintadas de branco, assim como o carro...

Era o terror da vizinhança, e a nossa alegria.....

Lembro bem de algumas passagens, em que eu e o Zão ficavamos sentados no muro de casa, à partir de certo horário, esperando ele passar!

E ele passava e freava bruscamente! Bem na nossa frente!! Era legal demais!!!

Ele devia ficar "encucado" com aqueles dois meninos gritando: "ÔÔÔ Varrido"......

Não tenho a noção do tempo correta, mas um tempo após "varrer" a rua com a sua BelAir, ele passou a usar uma Rural....

Uma Rural Bicolor, Verde e Branca, também sem calotas, mas com as rodas na cor natural (hoje sei que a cor natural tem nome: Opalescente).




Neste tempo, eu e o Zão, também "varriamos" a rua.....


Hora com tábuas ensaboadas.....

Hora eu com meu Kart Bandeirante, sem freio e com o volante solto, e o Zão com seu Jipe Bombeiro, sem freio e sem volante.......

Hora finalmente, o Zão com seu "carrinho de rolimã" e eu com meu "carrinho de roda-de-pau".



Neste ano e mês, encontro novamente com o "Varrido", e o Zão apresenta quem ele foi....

Conversamos, e ele diz que foi um Pai que o chamou à "razão", falando que tinha medo que seu filho fosse atropelado, pelo que ele fazia com o carro, e da maneira que fazia. E este, era um enorme risco que existia.....

Hoje o Marquinho, o vulgo "Varrido" de tempos atrás, é Pai, e não varre mais.......

Hoje é somente o Marquinho......

Um cara Gente Fina, muito bom camarada......




Desta longínqua época, assim como o Capitão Gyro, lembro como algo bem distante......

Mas algo bem divertido, uma gostosa brincadeira de criança.....

Que minha Vó e outros chamavam de "Louco Varrido".....




Hoje, somente eu continuo a "varrer". Mas sempre com muito prazer e segurança (mesmo!)!





E com toda dose de saudosismo a que tenho direito, digo: Bons tempos aqueles! Tempos de divertidas brincadeiras! Tempos que não voltam mais.......

domingo, 20 de junho de 2010

Carro Mamute

Trouxa!!!


Para variar, era uma sexta-feira; à noite; em 1900eguaranácomrolha; mas pelo menos não chovia, apesar de muito nublado.

Eu e Paul Fait voltávamos do cinema.

Sempre foi e continua sendo a minha diversão preferida.

Fomos assistir a um filme de arte no cine Royal. Eu e ele sempre apreciamos as películas com profundidade de conteúdo e idéias transcendentais.

O filme era "As taras de todos nós", com Matilde Mastrangi e grande elenco (o filme tinha 5 atrizes e 4 atores, 9 no total.....). Além deste "Cult", assistimos no saudoso cinema, solo sagrado de mega-produções, diversos grandes sucessos, dentre eles: "Como faturar a mulher do próximo" e o "Castelo das taras".

Como já passava das 10 da noite, seguimos para o ponto da rua Tamóios, o mais próximo, aguardando o famigerado nº 15.

Aquele era um lugar especial. Sempre acontecia alguma coisa lá... Um misto de magia e maldição.

Ficamos "mofando" por uns 50-90 minutos. Mas como era o "normal", ficamos batendo papo enquanto esperávamos......

De repente, virando vindo da Av. Amazonas "aponta" o busú!!!

As pessoas ficam alertas, preparadas para a batalha!!! Loucos para entrar primeiro, passar e assentar!!!

Não há muita gente. Somente a média normal, uns 12-18 gatos pingados (parece muita gente, mas é que o "busú" demora demais!).....

Fugindo do tumulto, sempre entramos por último, deixando os "apressadinhos" entrarem logo, pois sempre gostamos de assentar no banco de trás (nesta longínqua época, o acesso era pela porta de trás). Mesmo porque, na frente normalmente ficava cheio, e teriamos que ficar em pé.

Como disse antes, sempre acontecia algo, e no banco de trás que sempre tinha lugar para assentar, poderíamos observar melhor, e sempre tem um retardatário que não quer perder o transporte...

Após assentarmos, ficávamos observando se aconteceria alguma coisa.


Neste dia foi incrível!!!


Mal o último passageiro entrou, o motorista arrancou com o carro mamute!


Voilá!


No horizonte sombrio da rua Rio de Janeiro, vemos uma senhora, de aproximadamente 1,50m de altura e uns 90 "quilinhos" de pura travessura que vem correndo como uma bala!!! E uma bala carregada, levando uma trouxa de roupas enorme, praticamente do tamanho dela!!!

Ela acena para o motorista!

O motorista vê!

Ele reduz a velocidade.........mas não para!

E a "balinha" tenta subir no embalo da velocidade em que veio, os degraus do busú!!!


Sobe o primeiro!

Sobe o segundo!

E.................tropeça no terceiro.


A cena é dantesca!!!


A "balinha" Sai voando agarrada na sua preciosa trouxa....

E como sempre (sempre tem alguma vítima próxima....), tem um "cara" assentado no banco de frente para a porta.....

Já havia visto muita coisa. Mas uma pessoa ser "entrouxada" foi a primeira vez!!!

A "balinha" entrou com trouxa e tudo em cima da vítima, que não teve tempo sequer de dizer um.............uh!.

O motorista acelera o carro mamute com tudo, e tanto a vítima quanto a "balinha" recompõe-se do "acidente".

Ela desculpa-se. A vítima, aceita o pedido com cara quem não sabe direito o que houve.....

Eu e Paul, sempre assentamos nos extremos do banco traseiro, para poder observar melhor......

Discretamente olho para ele................e vejo lágrimas nos seus olhos...................................seria tristeza?


Não mesmo!

Segurava a boca com a mão, e chorava de rir!!!!

Sempre fui mais controlado nesta hora, mas também fiquei segurando a boca para não gargalhar! A cena foi surreal!!! Muito louca mesmo!!!

E o melhor é que entre mortos e feridos, todos foram salvos!

Sem dúvida, alguma coisa sempre acontecia naquele local especial......


O "entrouxado" que o diga......

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acima de 140!!!! - O retorno

Casos contados que foram ouvidos...


Não lembro qual era o dia da semana, mas foi um dia tranquilo, acho que era um sábado....

Paul Fait estava com problemas! Um defeito no radiador fez o "Febre Amarela" ficar de molho, e ele queria se encontrar com o Estrupício. E o Peixe que estava visitando sua casa, pegaria uma carona para encontrar a Guiguigui....

Rapidamente, entrou em contato com o Pregão, que é entendido da marca, questionando onde poderia conseguir um radiador novo pelo melhor preço.

Pregão informa que não é necessário comprar novo, consegue-se um usado em ótimo estado em um ferro-velho.

Combinam assim: Pregão passa e pega Paul.

E assim se faz: Pregão passa, pega Paul e o Peixe resolve ir também.

E assim vão todos, a bordo do pão-de-forma, do Jaraguá para o centro, conversando alegremente, falando o trivial: Carros, música e mulheres......

Seguem pela Antônio Carlos até chegar na Lagoinha. Destino: A 900 peças.

Com a providencial orientação do Pregão, procuram um ótimo radiador por um preço excelente...

Mas mesmo com a boa orientação do Pregão, encontrar o radiador demora um bom tempo.....

Fazem a compra, e o Pregão começa a olhar o relógio.....

Colocam o radiador bem amarrado e acolchoado no pão-de-forma, enquando batem papo.

E nesta hora, o Pregão olha o relógio e descobre que está ligeiramente atrasado. Fala para eles: "Vou ter que andar um pouco mais rápido, senão não vai dar tempo de instalar o radiador e encontrar um fornecedor na minha loja"......

O pão-de-forma não tinha uma boa aparência, parecia um pouco surrado. Mas como o Paul sabia, o Pregão não é muito "gentil" com autos......

Entram os três como antes: Pregão no volante, Paul no meio do banco e o Peixe na porta do passageiro.

Pregão liga o pão-de-forma e arranca, seguindo com o pé atolado no acelerador, todo feliz pela avenida...

O pão-de-forma range, torce, bate, estremece...............e enfurece!!!

Pegam o retorno e entram na Antônio Carlos de novo, ultrapassando e costurando todo mundo....

O pão-de-forma não tem cinto de segurança, é muito antigo, e o Pregão "não vê" necessidade.....

Passam em dobra 3 pelo Instituto de Criminalistica e pelo IAPI.

Pregão continua acelerando, passando de dobra 4.....

Passam pelo Hospital Belo Horizonte em dobra 5.....

Passam pela Transoto em dobra 6 contornando a curva de pé-em-baixo.....

O Pregão diz: "Esse carro faz curva p´ra caralho!!!"

O Paul, no meio do banco, tanto apavorado quanto espremido pelo Peixe nas curvas, fala para ele: "Chega um pouco para lá. Estou ficando prensado aqui."

Eis que o Peixe, com aquela cara de "pânico a bordo", com as barbatanas, digo, mãos atracadas no "putamerda", responde: "Chega p´ra lá uma pôrra!!! Não vou ficar encostado na porta!!!"

E o Pregão, sem dar bola para o pânico de ambos, seguia em dobra 7 com o pão-de-forma....

Subitamente, diminui para dobra 6 (era necessário a pequena redução....), entrando na saída perto da UFMG.....

Pregão recupera a dobra 7 e segue pela Isabel Bueno, já dentro do Jaraguá....

Atinge finalmente a dobra 8.......

Faz a curva em frente ao Clube Jaraguá (os que viram, juram que ele estava pelo menos, em dobra 5....)!!!

Faz outra curva mais lenta (em dobra 3....) para entrar na rua do Paul.

Entram na rua do Paul e ele estaciona na entrada da garagem dele....

O Pregão desce rápido para instalar o radiador no "Febre Amarela". O tempo está curto.....

O Peixe faz como João Paulo II, desce lentamente e beija o chão.......

Paul ainda está em choque. Não sabia que o pão-de-forma era capaz de tal desempenho! Pensa consigo mesmo: Se o Sr. Scott descobre, vai pegar o Pregão para trabalhar na Enterprise!!!!

Mecanicamente, ajuda o Pregão a retirar e instalar o radiador.....

O Peixe, com o olhar estatelado, fica sentado no alpendre observando.....

Colocam água, acionam o "Febre". Tudo funciona bem......

Paul despede do Pregão e agradece. Pregão parte em dobra 3 para sua loja. Paul senta no Alpendre, fazendo companhia para o Peixe.

O Peixe fala: "Nunca mais ando com esse cara!!! Ele me fez "cagar no pau"!"

Paul responde: Nem eu, ele sempre correu muito, mas hoje foi "hours-concours".

Depois de acalmarem, vão tomar um café. Mesmo porque, milagrosamente, entre mortos e feridos, salvaram-se todos!!!

Segue abaixo, um pequeno glossário para a compreensão dos "verbetes" do texto.....


Glossário:

Pão-de-forma: Veículo primitivo para transporte de carga e/ou passageiros, mais conhecido como Kombi.

Pregão: Motorista alucinado e um dos maiores capotadores de autos da cidade.

Paul Fait: Passageiro apavorado número 1 e dono do "Febre Amarela".

Peixe: Passageiro apavorado número 2.

Febre Amarela: Veículo não tão primitivo, para transporte de passageiros, da marca Fiat, de cor amarelo-creme, com motor de competição e escape de 3,0 polegadas sem silencioso.....(já imaginou a barulhada não?). Conhecido como "Fiat 147" ou "Fitinho".

Cagar no pau: Expressão de cunho popular que significa: "pânico total" ou "horror total". Em resumo, o cara estava p´ra lá de apavorado.....

Hours-concours: Expressão não tão popular que significa (em interpretação livre): Não há como comparar, ou não há como competir

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

.....bonde andando......

Toca o telefone na Canopolis: Blimblimblimmmmm

Atende o Dinho: "Modcoll bom dia!!!"

Krawdhyha ri: "Putz! Aqui cada um atende de um jeito"

Dom Alejandro escuta: "Do grandão já comprei uns 30!"

Dom Alejandro continua escutando.....: "Aquelas de 30 ml já comprei várias, a saída tá muito boa (mesmo porque, a boa procura é em função do tamanho). "

O papo parece uma mistura de sex shop com consultório de cirurgião plástico, mas na realidade, é só um bate papo de comerciante falando de plastimodelos e tintas para os mesmos e afins.


Dúvidas? Vide glossário abaixo.


Glossário:

Plastimodelo: Modelo em escala (miniatura) de uma cena, veículo, pessoa ou local, feito em plástico estireno, polietileno, resina e outros

Plastimodelista: O maluco que tem como passatempo (hobby) o plastimodelo.

Tinta: Tinta (mistura química com pigmento colorido que serve para pintar).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Taxiando.....

Dormindo com o inimigo.....



Ligo para a casa do Paul Fait, e no meio da conversa, convida para o almoço. Ele diz que tem "cocrete", e a tia Dedê vai fazer bife e fidjoll caprichado. Aceito de pronto!!

Vou para a Av. José Cândido pegar um taxi (querendo chegar mais rápído para comer o "cocrete" da Krawdhyha como tira-gosto).

Espero um pouco, e aparece um voyage. Faço sinal e ele pára.

"Bom dia" - Diz o taxista.

Respondo: "Bom dia!"

"Para onde vamos?" - Pergunta o taxista.

Respondo: Toca para o Jaraguá.

E assim vamos....

Ainda na José, o taxista comenta: "Como cresceu o bairro. Quase não tem mais lotes vagos."

Respondo: "Isso é verdade. Além do que, os preços subiram muito. Valorizou demais."

E o taxista: "Quando começaram a lotear aqui, queria comprar uns lotes. Era bem barato. Só não comprei por causa da minha mulher. Ela ficou falando que aqui iria virar favela. Se tivesse comprado os lotes, tava com um bom dinheiro hoje."

"Fêdapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!" (O taxista começa a ficar alterado.....)

Digo para o taxista tentando consolar: "As vezes acontece mesmo. Nem sempre fazemos um bom negócio. Se o senhor e sua mulher soubessem, poderiam ter comprado."

E o taxista continua: "Fêdapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!"

Entramos na Cristiano Machado e seguimos o caminho passando pelo Minas Shopping. E o taxista continua.....

"Queria comprar um bom terreno aqui, onde é o Minas Shopping hoje. Não comprei porque minha mulher ficou falando que isso era um brejo sem valor! Se tivesse comprado, estava rico!"

"Fedapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!"

Tento mudar de assunto, vendo que o taxista ficava cada vez mais alterado, quando lembrava dos "bons conselhos" que sua mulher havia dado. Digo: " O seu voyage é bem novo. Está gostando do carro?"

E o taxista responde: "Estou! O carro é bom. Mas quando fui comprar, queira comprar um Gol. Não comprei porque minha mulher ficou falando que era muito pequeno e o porta-malas não cabia nada. Agora este saiu de linha, e o valor de revenda caiu pela metade!"

"Fêdapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!"

Vendo que minha "tática" para acalmar o motorista foi em vão, fico calado, para ver se ele "esfria" um pouco.....

Saimos da Cristiano e entramos no Dona Clara. E o pobre taxista continua... "Comprei um lote muito bom aqui no Dona Clara, queria morar aqui, mas tive que vender porque minha mulher ficou falando que não queria morar no meio do matagal que tinha aqui. Vendi barato porque na época ainda não era valorizado. Agora o bairro cresceu e valorizou.

"Fêdapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!"

Seguimos o caminho e contornamos o clube Jaraguá. E o taxista lembra de mais uma pérola de sua mulher..... "Queria comprar uma cota deste clube. Na época era bem barato e não tinha tantas benfeitorias. Hoje não tem mais cotas para vender, e quem vende, pede uma fortuna porque o clube tem uma estrutura excelente...."

"Fêdapulta! Aquela fêdapuuulta!!!!"

Finalmente chegamos! Pago o taxista e deixo uma boa gorjeta. Afinal fiquei com pena dele......mesmo porque, com uma mulher dessas, você não precisa de inimigos.


Já pensou? Viver com uma pessoa do tipo......fêdapuuulta????

sábado, 6 de junho de 2009

Dádiva....

Existem coisas que acontecem para alguns e outras que não.

Existem aqueles que são afortunados, outros não são.

Mas o que é mesmo ser afortunado?

É aquele que tem sorte de receber um prêmio? Um reconhecimento? Uma dádiva? Ou será que é aquele que recebe um pouco de cada? Ou uma boa parte de cada? Ou ainda, tudo de cada?

Lembro de um filme que assisti, em que duas partes foram muito interessantes...... duas partes que falam de coisas distintas, mas interligadas: Morte e vida.

Explico em forma livre....

Morte:

"Uma florada perfeita é uma coisa muito rara........
Não tenho medo da morte. E algumas vezes, até a desejei e busquei.......
Sempre que penso assim, venho a este lugar, onde meus ancestrais descansam. E lembro, que assim como estas flores, todos nós estamos morrendo."

Vida:

"E o que aconteceu com ele após a batalha?
Alguns dizem que retornou para sua terra.
Outros dizem que pereceu face seus ferimentos........
Mas prefiro pensar que ele encontrou aquela linda paz que todos nós buscamos....... mas que poucos conseguem encontrar."


Assim como outros, recebi uma dádiva, fui afortunado, ganhei um prêmio! Achei que, mesmo de forma não consciente, seria reconhecido.
Quando meu prêmio exauriu-se, fiquei perplexo! Não sabia o que fazer, fiquei desnorteado, como um zumbi, morto em vida.
Anos passaram, sem que percebesse. Anjos chegaram e foram. Não vi! Estava cego!

Depois da tormenta, a calmaria..... Pensava ainda: Porque o meu prêmio exauriu-se tão rápido? Porque outros foram tão mais afortunados? Tendo zelado de maneira distinta, meu prêmio teria perpetuado? Frutificado?

A vida retorna, você volta a enxergar, após um longo período de trevas......

E você vê, que todos, em algum momento, são afortunados de alguma maneira.

Observo intrigado, aqueles que foram e continuam sendo.........

Mas, assim como a folha que cai no riacho, continuo seguindo o curso das águas.......

E descubro que o não, não existe! O talvez, uma possibilidade. E o sim, ah, o sim, pode ser que sim.....

E lembro além do filme, de uma música, que em uma de suas partes diz: "...Escuridão já ví pior, endoidecer gente sâ...."

Passei pelas trevas, e hoje vejo e luz. E quando olho para trás, lembro com alegria, da dádiva que recebi, e da felicidade que tornou-se matéria sólida, e que pude tocar nela.

Lembro que sorri. Mas lembro o mais importante: Aquilo que vivi!

Sem esquecer que assim como o Zen, nada é tão bom, que não possua algo de ruim; e que nada é tão ruim que não possua algo de bom. Não permitindo ser traído pelo turbilhão de pensamentos que aparecem do fundo das águas.

Sigamos hoje em paz. Na paz que é possível alcançar. Na paz que existe em cada passo firme, com o olhar fixo naquele que é hoje, o seu caminho. Mesmo com as tormentas que surgem neste caminho. Caminho que escolheu, buscando afortunadamente, a paz.